Como funcionam as frequências sonoras

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A audição é um dos cinco sentidos humanos e está diretamente associada à nossa capacidade de comunicação e interação social. No primeiro Relatório Mundial sobre Audição da Organização Mundial da Saúde (OMS), um dado chamou atenção: estima-se que 25% da população mundial terá problemas auditivos até 2050. Isso destaca a importância de compreender o funcionamento das frequências sonoras e tomar medidas preventivas para preservar a audição.

Os cuidados corretos podem inibir esse quadro tão pessimista, mas antes de falar de problemas auditivos, é interessante entender como funcionam as frequências sonoras, isto é, a base de todo e qualquer som que escutamos, desde uma música tocada em um teclado musical até o barulhinho de bolhas de sabão estourando.

Conhecer melhor o funcionamento do som é algo que faz toda a diferença, seja para aprender a manejar um instrumento novo, seja para reconhecer zumbidos que podem indicar alterações na audição – algo que incentiva a busca pelo diagnóstico correto de maneira mais precoce.

O que são as frequências sonoras?

Quando você toca as cordas de um violão ou batuca os dedos na mesa, está gerando uma vibração que, em contato com o ar, transforma-se no que chamamos de ondas sonoras. O som, por sua vez, é a forma de energia propagada por meio dessas ondas, sendo a sensação que sentimos através da audição.

A velocidade com que essas ondas sonoras se espalham pelo ar, considerando o meio (líquido, gasoso ou sólido) e o tempo (medido em segundos), é chamada de frequência sonora, sendo medida em Hertz (Hz). Essa medição é feita numa escala que vai de 0 a 200.000 Hz.

Quando um som tem a frequência inferior a 20 Hz, ele é considerado infrassom, sendo mais grave. Avalanches, terremotos e raios, por exemplo, emitem esse tipo de som. Em contrapartida, aqueles que têm uma frequência superior a 20.000 Hz são denominados ultrassons, mais agudos – como os usados em exames de imagem.

Por conseguinte, a capacidade humana de ouvir essas frequências sonoras, geralmente, é limitada ao período entre 20 a 20.000 Hz, os chamados sons audíveis. Vale dizer que, mesmo sem serem ouvidos, os sons abaixo de 20 Hz podem ser prejudiciais à audição humana.

Características do som

Existem três características principais de todo e qualquer som: altura, intensidade e timbre. A primeira está relacionada à frequência sonora. Quanto mais alta for essa frequência, será o som, ao passo que, quanto mais baixa ela for, também mais grave ele será.

No nosso dia a dia, é comum usarmos os termos “altura” e “volume” como sendo a mesma coisa, mas, para a ciência, isso é um completo equívoco. Isso porque, enquanto a altura é definida pela frequência sonora, o volume está ligado à intensidade sonora.

Esta, por sua vez, pode ser compreendida como a quantidade de energia emitida pela fonte sonora em um intervalo de tempo específico, sendo considerada a partir da amplitude de uma onda sonora, medida em decibéis. Ou seja, quanto maior a amplitude, maior será a intensidade do som e vice-versa.

Outra característica do som é o seu timbre, o qual permite que nós consigamos distinguir a natureza da fonte de som. Por exemplo, você pode escutar dois sons cuja frequência e a intensidade são iguais, mas quando eles são produzidos usando instrumentos distintos, o timbre dos dois não será o mesmo.

Cuidados para preservar a audição

Por fim, vale ressaltar alguns cuidados que ajudam a garantir uma melhor audição, como evitar a exposição prolongada a locais muito barulhentos, usar equipamentos de segurança individuais (EPIs) quando necessário, manter o volume dos fones mais baixo possível. Realizar check-ups médicos regulares é fundamental para monitorar a saúde auditiva e identificar precocemente quaisquer problemas auditivos. A detecção precoce pode levar a tratamentos eficazes que ajudam a preservar a audição.

Estar atento a esses aspectos e compreender as frequências sonoras é fundamental para preservar nossa audição e apreciar a riqueza sonora do mundo à nossa volta. Portanto, o conhecimento sobre o funcionamento das frequências sonoras não apenas enriquece nossa compreensão do som, mas também contribui para uma vida mais saudável e plena.

Ao compreender como funcionam as frequências sonoras e ao adotar medidas preventivas, podemos desfrutar de uma audição saudável e continuar apreciando a riqueza do mundo sonoro que nos cerca. Além disso, promovemos uma melhor qualidade de vida e bem-estar ao proteger um dos nossos sentidos mais preciosos. É essencial cuidar da nossa audição para mantermos uma conexão plena com o mundo sonoro e desfrutarmos de todas as suas maravilhas.

Conclusão

Além de ser fundamental para a apreciação da música, o entendimento das frequências sonoras desempenha um papel vital em diversas áreas, desde a medicina, onde ultrassons são utilizados para diagnósticos e imagens médicas, até a indústria, onde o controle de ruído é essencial para garantir ambientes de trabalho seguros. Portanto, o conhecimento sobre as nuances das frequências sonoras é uma habilidade valiosa que não apenas enriquece nossas vidas, mas também tem aplicações práticas em muitos aspectos da sociedade moderna.

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